Streaming: a nova era da TV por assinatura?

Assistir a filmes e séries sem anúncios tornou-se um luxo. Com serviços cobrando caro por recursos extras e planos sem propagandas, o streaming está se transformando na nova TV por assinatura.

Modelos de assinatura com anúncios

A Amazon anunciou o Prime Video Ultra, um plano premium que cobra US$ 4,99 a mais para remover anúncios. No Brasil, serviços como Netflix, HBO Max e Disney+ seguem a mesma linha, oferecendo planos com e sem publicidade, sendo o segundo sempre mais caro.

Essa mudança desafia a promessa original dos streamings de simplicidade e conforto. Hoje, há cobranças adicionais por recursos extras e altos valores para assistir sem comerciais.

Estratégias de mercado e custos

O Prime Video não está sozinho. A Netflix, influente no setor, lançou um plano básico com anúncios em 2022, oferecendo assinaturas mais baratas e impulsionando o modelo. Disney+ e HBO Max também oferecem planos premium, refletindo uma tendência estrutural de cobrar mais para remover anúncios e oferecer o básico.

As mudanças no consumo de conteúdo, custos de produção e disputa por receita publicitária pressionam as plataformas a equilibrar assinaturas, anúncios e pacotes exclusivos.

O novo luxo do streaming

O streaming agora oferece um serviço semelhante ao que tentou combater: assistir sem interrupções virou um luxo. Plataformas vendem essa experiência como premium, com assinaturas mais caras para mais downloads, transmissões simultâneas e qualidade de vídeo e som.

A insatisfação do consumidor

O aumento de preços não corresponde à qualidade dos serviços. Uma pesquisa da Deloitte aponta que 41% dos consumidores nos EUA acreditam que o conteúdo não vale o preço cobrado. O custo das assinaturas aumentou 13% em um ano, chegando a uma média de US$ 69 para quatro serviços.

Essa tendência é resultado de uma indústria em crise. Consumidores enfrentam um cenário complexo, assinando várias plataformas para acessar títulos dispersos e enfrentando restrições regionais e anúncios.

O retorno da pirataria

Com preços elevados, a pirataria voltou a crescer. Apesar de ilegal, muitos veem nela uma solução para cobranças altas. A fragmentação dos catálogos e a remoção de conteúdos contribuem para a insatisfação dos consumidores.

Impactos e desafios para o streaming

Os serviços ganham receita por usuário com modelos premium, mas arriscam aumentar o churn, a rotatividade de clientes. Ao vender como premium o que era básico, as plataformas cansam os consumidores, que se frustram com preços altos por serviços que não correspondem ao valor.


Fonte: https://canaltech.com.br/entretenimento/anuncios-e-taxa-extra-por-4k-como-os-streamings-viraram-a-nova-tv-a-cabo/