As plataformas digitais tornaram-se a principal fonte de informação para brasileiros com 16 anos ou mais, ultrapassando mídias tradicionais como rádio e televisão. Essa conclusão foi divulgada em pesquisa do Cetic.br nesta sexta-feira, 10.

Consumo de Informação

O estudo aponta que 72% dos usuários de Internet acessam informações diariamente através de redes sociais, com destaque para vídeos curtos (53%), plataformas de vídeo (50%) e feeds de notícias (46%). Aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, são usados diariamente por 60% para acessar informações.

Em comparação, rádio e televisão são utilizados por 58% dos entrevistados, enquanto jornais e revistas, em suas versões impressas ou digitais, são acessados por 34%.

Desafios e Desconfiança

O avanço das plataformas digitais acontece em meio a discussões sobre integridade informacional, impulsionadas pelo Congresso devido a questões de desinformação e algoritmos de amplificação de conteúdo. A pesquisa revela desconfiança entre os usuários: metade afirma desconfiar frequentemente de conteúdos de diferentes fontes, incluindo a imprensa tradicional.

Além disso, 34% dos entrevistados concordam que não vale a pena verificar a veracidade das informações recebidas, e 30% não se interessam por essa verificação. Essa tendência é mais comum entre jovens homens das classes C e DE, com ensino fundamental incompleto.

Perfil Socioeconômico

O consumo de notícias varia conforme o perfil socioeconômico. Usuários das classes AB, com maior escolaridade e acesso a múltiplos dispositivos, têm maior frequência de acesso a conteúdos informativos, especialmente em sites e portais de notícias. No entanto, apenas 46% dos jovens de 16 a 24 anos consomem notícias diariamente.

Compreensão e Impacto

O levantamento também destaca limitações na compreensão do funcionamento das plataformas digitais. Metade dos entrevistados acredita que conteúdos mais compartilhados são mais confiáveis, e 45% acham que todos encontram as mesmas informações nas buscas online. Contudo, 61% reconhecem que redes sociais são gratuitas devido à monetização por publicidade.

A pesquisa, realizada entre agosto e setembro de 2025 com 5.250 usuários de Internet no Brasil, também abordou o impacto de tecnologias emergentes, como deepfakes e inteligência artificial generativa. Atualmente, tramitam no Congresso projetos como o marco regulatório de inteligência artificial, preocupados com o uso dessas tecnologias para criar deepfakes.


Fonte: https://teletime.com.br/10/04/2026/plataformas-superam-tv-radio/