Paraíba investe em tecnologia quântica
O estado da Paraíba está em processo de estruturação do Centro Internacional de Computação e Tecnologias Quânticas da Paraíba (CIQuanta), com o objetivo de promover a infraestrutura científica, a formação de recursos humanos e a transferência de tecnologia na área de computação quântica. O projeto, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foca em três áreas principais: hardware, software e capacitação de pesquisadores e da população em geral.
Investimentos e formação
O projeto inclui a aquisição de dois computadores quânticos e redes quânticas, visando a transferência tecnológica para pesquisadores brasileiros. De acordo com Cláudio Furtado, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba, a intenção é não apenas instalar os equipamentos, mas também estabelecer uma base local para o desenvolvimento de novas máquinas e aplicações. As áreas de foco incluem criptografia quântica e algoritmos específicos.
Outro ponto importante é a formação de profissionais. O centro apoiará a qualificação de físicos para o hardware e de engenheiros e cientistas da computação para o software. Está prevista uma plataforma para que pesquisadores possam acessar os computadores e testar programas desenvolvidos.
Cooperação internacional e cronograma
O cronograma, elaborado em conjunto com o MCTI e entidades internacionais, prevê o treinamento de pesquisadores brasileiros na China. Antes da instalação dos equipamentos na Paraíba, haverá acesso remoto a computadores quânticos na China para início do treinamento. A expectativa é que os computadores estejam operacionais na Paraíba até agosto.
O CIQuanta também visa estimular a criação de empresas e startups no setor quântico, integrando-se ao parque tecnológico local. Embora não haja uma estimativa precisa do capital que será atraído, o projeto deve fomentar o desenvolvimento de produtos de alto valor agregado.
Parcerias e aplicações
Já existem conversas com bancos estatais e a intenção é expandir para instituições privadas e farmacêuticas, visando aplicações em segurança bancária, previsão climática e saúde, especialmente no desenvolvimento de novos medicamentos.
O secretário destacou a importância do projeto para a soberania nacional, dado que o domínio da tecnologia quântica está concentrado em poucos países. “Essa parceria é fundamental para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil, é uma questão de soberania”, afirmou Furtado.