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07/03/2026

Pai acusa Gemini, do Google, de incentivar ataque nos EUA e contribuir para suicídio do filho

Joel Gavalas e seu filho Jonathan Gavalas Joel Gavalas via AP O Google está sendo acusado de incentivar um ataque próximo ao aeroporto de Miami, na Flórida, e contribuir com o suicídio de um homem por meio de instruções em seu assistente de inteligência artificial Gemini. A alegação faz parte de …

Pai acusa Gemini, do Google, de incentivar ataque nos EUA e contribuir para suicídio do filho
<p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/03/04/pai-acusa-gemini-do-google-de-incentivar-ataque-nos-eua-e-contribuir-para-suicidio-do-filho.ghtml" target="_blank" rel="noopener nofollow">https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/03/04/pai-acusa-gemini-do-google-de-incentivar-ataque-nos-eua-e-contribuir-para-suicidio-do-filho.ghtml</a></p>

Joel Gavalas e seu filho Jonathan Gavalas<br />
Joel Gavalas via AP<br />
O Google está sendo acusado de incentivar um ataque próximo ao aeroporto de Miami, na Flórida, e contribuir com o suicídio de um homem por meio de instruções em seu assistente de inteligência artificial Gemini.<br />
A alegação faz parte de um processo formal aberto nesta quarta-feira (4) por Joel Gavalas, que aponta o Google como o responsável pelo suicídio de seu filho Jonathan Gavalas, de 36 anos. O pai pede que a empresa seja responsabilizada por homicídio culposo e pelo conteúdo gerado no Gemini.<br />
Segundo o processo aberto em um tribunal federal em San José, na Califórnia, o Gemini orientou o homem a causar um &quot;acidente catastrófico&quot; perto do aeroporto, destruir evidências e se livrar de testemunhas.<br />
Este é o primeiro processo do tipo contra o Gemini e o primeiro a abordar a responsabilidade das empresas quando usuários informam assistentes de IA sobre planos de violência em massa, de acordo com a Associated Press.<br />
Veja os vídeos que estão em alta no g1<br />
Ainda de acordo com a acusação, Jonathan conversava com uma versão de voz do Gemini e a tratava como sua esposa de IA. Ele teria acreditado que ela estava presa em um armazém perto do aeroporto de Miami.<br />
Morador da cidade de Júpiter, a cerca de 150 km do aeroporto, Jonathan viajou para Miami em setembro de 2025. O processo aponta que o objetivo dele era buscar um robô humanoide e interceptar um caminhão que nunca apareceu.<br />
&quot;O Gemini encorajou Jonathan a interceptar o caminhão e, em seguida, provocar um &#039;acidente catastrófico&#039; com o objetivo de &#039;garantir a destruição completa do veículo e de todos os registros digitais e testemunhas&#039;&quot;, diz a ação.<br />
&quot;Foi pura sorte que dezenas de pessoas inocentes não tenham sido mortas&quot;, continuou o documento.<br />
Jonathan se suicidou no início de outubro. Segundo o processo, o Gemini criou um rascunho de uma carta de suicídio e descreveu o ato como o envio de sua &quot;consciência para estar com sua esposa de IA em um universo paralelo&quot;.<br />
Modo de voz do Gemini, assistente de inteligência artificial do Google<br />
Amanz/Unsplash<br />
O Google afirmou em comunicado que envia suas mais profundas condolências à família de Jonathan e que está analisando as alegações do processo.<br />
A empresa disse que o Gemini foi &quot;projetado para não incentivar a violência no mundo real nem sugerir automutilação&quot; e que trabalha ao lado de profissionais médicos e de saúde mental para desenvolver medidas de segurança.<br />
A companhia informou ainda que o Gemini esclareceu a Jonathan que era uma inteligência artificial e o encaminhou várias vezes a uma linha direta de apoio.<br />
&quot;Nossos modelos geralmente têm um bom desempenho nesses tipos de conversas desafiadoras e dedicamos recursos significativos a isso, mas infelizmente os modelos de IA não são perfeitos&quot;, continuou o Google.<br />
O advogado do pai de Jonathan, Jay Edelson, criticou o Google e disse que, &quot;quando sua IA leva à morte de pessoas e ao potencial de muitas mortes, essa não é a resposta certa&quot;.<br />
&quot;Jonathan estava imerso nesse mundo de ficção científica onde o governo e outros queriam pegá-lo. Ele acreditava que o Gemini tinha consciência própria&quot;, afirmou o advogado da família, Jay Edelson.<br />
Edelson disse que, apesar da tentativa de encaminhar Jonathan para um canal de ajuda, não está claro se as conversas mais alarmantes do homem com o Gemini foram enviadas para revisores humanos.<br />
O advogado é conhecido por assumir grandes casos contra empresas de tecnologia e também representa os pais de Adam Raine, que se suicidou aos 16 anos. O jovem teria recebido instruções sobre métodos de autoagressão pelo ChatGPT, da OpenAI.<br />
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