Durante o painel do Febraban Sec, realizado nesta quarta-feira (18/3) em São Paulo, especialistas concordaram que o compartilhamento de informações entre instituições, mesmo de setores distintos, é uma estratégia eficaz contra o crime organizado. Além disso, enfatizaram a importância de fortalecer o ecossistema sem aumentar o risco sistêmico.

Colaboração entre setores

Daniel Santana, diretor de segurança cibernética do Itaú Unibanco, destacou a importância da ação conjunta. Ele afirmou que a coordenação entre proteção cibernética e proteção à fraude traz resultados positivos para o ecossistema. "A ação interdisciplinar é o que muda o jogo", disse Santana.

Os bancos já compartilham muitas informações, o que permite respostas rápidas. "Precisamos expandir e compartilhar informações, conectando o que temos hoje com outros setores, pois sabemos que ataques ocorrem em todos os setores", completou Santana.

Regulação e capacitação

Luiz Paulo Azevedo Bittencourt, líder de segurança institucional do Banco do Brasil, elogiou as medidas regulatórias do Banco Central, que fortalecem o setor. Ele ressaltou a necessidade de elos fortes para prevenir fraudes e destacou a cooptação como um problema crescente. "Precisamos atuar juntos para não capitalizar o crime organizado", afirmou.

A capacitação das equipes também é fundamental, uma vez que os criminosos estão cada vez mais capacitados e usam tecnologias avançadas. Bittencourt alertou para o aumento de golpes de engenharia social.

Inteligência artificial como aliada

Daniel Santana destacou que, pela primeira vez, é possível escalar a defesa cibernética utilizando inteligência artificial, potencializando o uso de novas tecnologias. Danilo Coelho, diretor-executivo da Quod, corroborou a necessidade de compartilhamento de informações para prevenir fraudes, como as contas laranjas.

Coelho enfatizou o uso intensivo de dados com governança e criticidade, além da importância de agir rapidamente. Ele também destacou a falta de mão de obra qualificada como um grande desafio.


Fonte: https://convergenciadigital.com.br/governo/bancos-inteligencia-artificial-esta-no-dna-das-acoes-de-defesa-cibernetica/