Estratégia Claro-Desktop: Além de Cabos e Clientes

A recente aquisição da Desktop pela Claro não se resume à compra de infraestrutura e base de clientes. A operadora visa, sobretudo, um aumento expressivo nas receitas e uma proteção contra a concorrência no interior de São Paulo.

Desmistificando o Churn

A crença de que a fusão Claro-Desktop resultaria em uma fuga em massa de clientes não se sustenta. Modelos preditivos indicam uma perda de apenas 5% a 7% dos clientes, motivada por adaptações à marca ou questões técnicas, e não por rejeição à tecnologia.

Com ampla experiência em fusões e aquisições, observa-se que a migração será facilitada pela infraestrutura moderna de fibra óptica da Desktop, permitindo à Claro oferecer upgrades de serviços sem retrocessos tecnológicos.

Multiplicação do Ticket Médio

O foco da Claro é potencializar o Average Revenue Per User (ARPU) por meio de vendas cruzadas. A Desktop, com um ticket médio de R$ 100 por cliente, verá esse valor saltar para R$ 285 ao integrar serviços como celular e streaming no pacote Claro Multi.

Essa estratégia não só aumenta a receita, mas também fideliza os clientes ao oferecer um combo completo de serviços.

Impacto na Concorrência

A aquisição representa um ataque direto à Vivo e TIM. Ao oferecer pacotes que integram fibra e planos de celular, a Claro atrai clientes da Vivo e TIM, incentivando a centralização de serviços em uma única conta mais econômica.

Com um crescimento expressivo no setor móvel, a Claro prioriza a expansão de sua base de clientes convergentes, já com um aumento de 13,7% no último ano.

Conclusão: Uma Jogada Estratégica

Enquanto a Vivo investe em redes neutras de longo prazo, a Claro opta por uma estratégia imediata, adquirindo uma rede madura que oferece retorno rápido e fortalece seu domínio em São Paulo. A compra da Desktop reconfigura o mercado de telecomunicações paulista.


Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/compra-da-desktop-%C3%A9-o-meio-arpu-fideliza%C3%A7%C3%A3o-e-s%C3%A3o-fim-luciano-ezfcc/